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Lembre-se de como foi estar perdido

Minha Jornada de Encontro com a Fé em Cristo

Desde a minha infância, sempre busquei me encontrar espiritualmente. Percorri caminhos em diferentes religiões, li muitos livros e frequentei diversos grupos espirituais até, finalmente, encontrar a verdade que hoje sigo: o cristianismo. Quero compartilhar um pouco dessa jornada e como foi me encontrar em Cristo e aceitá-Lo como meu único e real Salvador.


A Infância e o Catolicismo


Minha jornada espiritual começou em meu seio familiar. Venho de uma família inteiramente católica, mas nunca tivemos o hábito de frequentar missas regularmente. Íamos apenas em momentos de necessidade, como missas de sétimo dia ou eventos específicos. Confesso que nunca me senti totalmente conectado ao catolicismo. Questionava algumas práticas e costumes com base no pouco que eu conhecia da Bíblia. Por isso, abandonei a catequese e nunca me crismei.


Ao longo do tempo, dois livros tiveram um impacto significativo na minha visão sobre o catolicismo: Os Segredos do Vaticano e a biografia de Padre Cícero. Ambos desafiaram muitas das convicções que eu tinha sobre essa tradição religiosa, o que me afastou ainda mais dela.


Os Primeiros Contatos com o Espiritismo


Na infância, por influência da minha irmã mais velha, tive meu primeiro contato com o espiritismo. Frequentava sessões em um centro espírita próximo de casa. Não tive experiências negativas, mas minha mãe relatava que, após as sessões, eu ria sozinho durante a noite, o que a preocupou e fez com que ela me proibisse de continuar frequentando.


Mais tarde, na juventude, retornei ao espiritismo, li vários livros sobre o tema e me aprofundei nos conceitos. Ainda assim, algo parecia faltar, e eu não encontrava plenitude.


Uma Nova Busca no Budismo


Em seguida, iniciei um período de estudo sobre o budismo. Influenciado pela minha esposa, que teve contato com a religião na infância, mergulhei em livros como Budismo para Leigos e outros textos sagrados. Por cerca de cinco anos, pratiquei meditação regularmente, refletindo sobre temas como vida, morte, amor e traumas.


Embora tenha encontrado aspectos positivos, como a prática de autoconhecimento e autoanálise, ainda sentia um vazio. Algo essencial continuava faltando.


A Rebeldia e o Ateísmo


Desiludido com minhas experiências anteriores, passei por uma fase de descrença. Tornei-me ateu, mas, olhando para trás, percebo que minha rebeldia não era uma negação completa de Deus. Era como uma criança zangada com o pai. Eu dizia não acreditar em Deus, mas, no fundo, questionava: “Como o Senhor pode permitir tanta dor, violência e sofrimento?”


Ao estudar ciências, como biologia, física e química, percebia mais perguntas do que respostas. A complexidade da vida e a precisão do universo me deixavam intrigado. Aprendi sobre a formação celular, os processos de mitose e meiose, e vi a beleza e a complexidade na criação. Comecei a questionar: Se tudo tem uma origem, por que não aceitar que Deus simplesmente é?


O Retorno ao Espiritismo e o Chamado do Espírito Santo


Depois de anos longe de qualquer prática religiosa, voltei ao espiritismo por cerca de dois anos. Durante uma sessão, algo extraordinário aconteceu: senti o Espírito Santo falando diretamente comigo. Ele me disse claramente que o que eu buscava não estava ali e que eu deveria estudar a Palavra de Deus.


Comprei uma Bíblia de estudo, indicada por meu irmão, e comecei a leitura. Essa decisão mudou minha vida. Ao longo da leitura, matriculei-me em um curso de teologia para aprofundar meu conhecimento sobre Deus, o Espírito Santo e Jesus Cristo. Cada novo capítulo e aula me preenchiam de forma que nenhuma outra prática havia feito antes.


Encontro com Cristo e Conversão


Ao estudar a vida de Cristo, fiquei impressionado com Sua humildade, amor e sabedoria. Jesus não forçava ninguém a segui-Lo. Ele apresentava o Evangelho com amor, respeito e caridade. Suas palavras ecoavam no meu coração:

“Muitos são chamados, mas poucos escolhidos.” (Mateus 22:14)

“Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” (Marcos 16:15)


Passei a me arrepender dos meus pecados e busco, dia após dia, lutar contra a minha carne e viver conforme as Escrituras. Cristo me mostrou que a verdadeira conversão não é forçada, mas fruto de um chamado que responde ao coração.


A Missão de Levar o Evangelho


Hoje, como cristão, procuro cumprir a missão que Cristo nos deu: levar o Evangelho de forma amorosa e respeitosa. Como Ele mesmo disse:

“Se alguém não vos receber, nem ouvir as vossas palavras, ao sairdes daquela casa ou daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés.” (Mateus 10:14)


Entendo que a conversão é um ato individual, entre a pessoa e Deus. Meu papel é ser um canal para que outros conheçam essa verdade.


Conclusão


Essa foi minha jornada para encontrar a paz e a verdade em Cristo. Sei que muitos que leem este relato podem ter tido jornadas diferentes, mas minha oração é que todos possam ouvir e responder ao chamado de Deus.


Se você também está buscando respostas, sugiro que busque na Palavra de Deus. Ele é fiel e tem um propósito para cada um de nós.


Que Deus abençoe sua caminhada!

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