Como é Seu Relacionamento com Deus?
A paz do Senhor, meus irmãos.
Hoje quero trazer uma reflexão sobre como enxergamos nosso relacionamento com Deus e como Ele, em Sua perfeição, nos ensina o que significa ser um Pai verdadeiro.
O Pai Perfeito
Você já parou para refletir sobre a figura de Deus como Pai? Ele nos perdoa quantas vezes forem necessárias, orienta mesmo quando insistimos em caminhos errados e nos escuta mesmo quando paramos de falar com Ele. Deus nos alimenta, sustenta e nunca desiste de nós, mesmo quando falhamos em fazer o mesmo por nossos semelhantes.
Nenhum pai terreno consegue se igualar ao exemplo de Deus. Ele é a expressão máxima do perdão, amor e paciência:
“Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que o temem. Pois ele sabe do que somos formados; lembra-se de que somos pó.” (Salmos 103:13-14).
A Casa do Pai
A casa do Pai é um lugar de acolhimento. Não importa como você chega – quebrado, ferido, sujo – ela está sempre aberta para recebê-lo. Como Jesus nos ensinou, devemos também acolher nossos irmãos sem julgamento, com amor e compaixão:
“E, levantando-se, foi para seu pai. Estando ele ainda longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.” (Lucas 15:20).
Jesus nos aconselha a não julgar, mas sim a acolher e orientar nossos irmãos com humildade, carinho e respeito. É na casa do Pai que encontramos paz, não condenação.
Em 1 Reis 8:22-61, encontramos a belíssima oração de Salomão durante a dedicação do templo ao Senhor. Salomão clama a Deus que escute o povo em suas súplicas, mesmo quando pecarem e se afastarem. Ele ora para que Deus ouça:
Quando o povo transgredir e se arrepender:
“Se pecarem contra ti — pois não há ninguém que não peque —, e tu te indignares contra eles e os entregares aos inimigos, de modo que estes os levem cativos para alguma terra, longe ou perto, e na terra para onde forem levados cativos caírem em si, e se converterem, e na terra do cativeiro orarem a ti, dizendo: ‘Pecamos, procedemos mal, e agimos perversamente’; e se na terra do cativeiro se voltarem para ti de todo o coração e de toda a alma, e orarem a ti, em direção à terra que deste a seus pais, à cidade que escolheste e ao templo que construí para o teu nome, ouve do céu a sua oração e a sua súplica.” (1 Reis 8:46-49).
Quando forem derrotados por inimigos e orarem em direção à casa do Senhor (1 Reis 8:33-34).
Durante períodos de seca ou fome:
“Quando o céu se fechar, e não houver chuva, porque o povo pecou contra ti, e eles orarem neste lugar, e confessarem o teu nome, e se converterem dos seus pecados, quando os afligires, ouve dos céus, e perdoa os pecados dos teus servos, do teu povo de Israel.” (1 Reis 8:35-36).
Quando um estrangeiro orar em direção ao templo:
“Até o estrangeiro, que não pertence ao teu povo de Israel, quando vier de uma terra distante por causa do teu grande nome, da tua mão poderosa e do teu braço estendido, e orar voltado para este templo, ouve dos céus, do lugar da tua habitação, e faze tudo que o estrangeiro pedir.” (1 Reis 8:41-43).
A sabedoria de Salomão nos ensina a importância de acolher e interceder, e não julgar. Ele reconhece que todos pecam (1 Reis 8:46) e clama pela misericórdia de Deus.
Acolhimento Sem Julgamento
Como cristãos, nossa principal obrigação é acolher, assim como Cristo acolheu todos que O buscaram:
“Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.” (Mateus 11:28).
Não cabe a nós apontar dedos ou julgar nossos irmãos. Devemos lembrar de quando estávamos perdidos e como Deus, em Sua graça, nos acolheu e restaurou.
Quando um irmão retorna à casa do Pai, ele busca paz e restauração. Imagine como seria doloroso ser rejeitado ou julgado naquele momento de fragilidade. É nosso papel demonstrar o amor de Cristo e oferecer um ambiente acolhedor e restaurador.
A Oração na Casa do Senhor
Assim como Salomão orou pela casa do Senhor, somos chamados a orar:
Pelos nossos pastores e líderes, para que Deus os capacite e os guarde (1 Timóteo 2:1-2).
Pela comunhão entre os irmãos, para que vivamos em unidade: “Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união!” (Salmos 133:1).
Por nossas congregações, para que sejam faróis da graça e do amor de Deus.
A casa do Pai é um lugar de encontro com Deus, um refúgio para aqueles que buscam consolo e direção. É lá que encontramos força para enfrentar nossas lutas e renovar nossa fé.
Reflexão Final
Lembre-se, meu irmão: Deus sempre está pronto para nos acolher, ouvir e perdoar. Que possamos também ser instrumentos desse amor, acolhendo nossos irmãos com o mesmo cuidado e compaixão que recebemos do Pai.
Não deixe de buscar a casa do Senhor, de orar e de estar em comunhão com seus irmãos. A força que vem dessa união é incomparável e nos ajuda a trilhar o caminho que Deus tem para nós.
Que Deus abençoe grandemente você e sua casa!
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