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Amor e Lei: A Essência do Ensino de Cristo


 A paz do Senhor, meus irmãos!


Hoje quero compartilhar uma reflexão que me veio enquanto meditava sobre a aplicação da lei e a importância do amor em nossas vidas. Para começar, quero convidar você a fazer um pequeno exercício: segure a respiração pelo máximo de tempo que conseguir e, em seguida, respire profundamente.


Notou como o oxigênio é essencial? Muitas vezes, tomamos algo tão vital como o ar que respiramos como garantido. Essa pequena experiência nos ajuda a compreender como é angustiante a ausência de algo indispensável. Agora, imagine se aplicarmos essa analogia à lei: o que acontece quando apenas a lei é aplicada e o amor está ausente?


A Lei Sem Amor


Lembrei-me de uma passagem do livro O Peregrino, que traz uma poderosa ilustração. Um homem entra em uma sala muito suja. Em seguida, uma mulher entra e começa a varrer rapidamente, levantando toda a poeira. O homem na sala começa a sufocar, sem ar, devido à poeira. Algum tempo depois, outra pessoa entra com um borrifador e borrifa água pelo ambiente. A poeira se assenta, a limpeza se torna mais fácil e o homem consegue respirar.


Essa cena é explicada como uma metáfora: a mulher com a vassoura representa a lei mosaica, enquanto a pessoa borrifando água representa Cristo e o Seu amor. A mensagem é clara: a aplicação da lei, sem o equilíbrio do amor, pode sufocar.


Cristo nos ensina que o amor deve ser o alicerce de tudo que fazemos. Somente amor purifica e transforma verdadeiramente.


O Poder do Perdão e do Amor


Lembro-me dos meus primeiros momentos na igreja. Certa vez, cheguei ao meu pastor, tomado pela culpa, e disse que havia pecado muito. Ele olhou para mim e disse com amor: “Aquele que nasce das águas do batismo e do Espírito Santo é uma nova criatura; todos os seus pecados já foram perdoados” (2 Coríntios capítulo 5 versículo 17).


Aquele momento mudou minha vida. Foi um lembrete poderoso de como o amor e a compaixão têm o poder de restaurar. Como cristãos, precisamos ser instrumentos desse amor, principalmente com aqueles que chegam até nós em meio a conflitos e tribulações.


Charles Allen, em uma de suas reflexões, disse: “No nosso desprezo pelo pecado, podemos nos tornar rudes e grosseiros com o pecador. Algumas pessoas parecem ser tão apaixonadas pela justiça que não têm mais lugar para compaixão pelos que caíram.”


O Exemplo de Paulo e o Ensino de Cristo


O apóstolo Paulo, em sua carta aos Gálatas, nos adverte: “Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês que são espirituais deverão restaurá-lo com mansidão. Mas cuidem-se para que também não sejam tentados” (Gálatas capítulo 6 versículo 1).


Além disso, Paulo nos lembra em 1 Coríntios capítulo 10 versículo 12: “Aquele que pensa estar em pé, cuide-se para que não caia.”


Esses versículos são um lembrete de que todos somos suscetíveis a falhas e, por isso, devemos ser misericordiosos e compassivos com aqueles que procuram ajuda após terem caído. Assim como Cristo foi paciente e amoroso conosco, devemos ser com nossos irmãos.


Reflexão Final


Precisamos refletir aquilo que Cristo nos ensinou: sermos amorosos, compreensivos e compassivos, mesmo quando nos deparamos com pecados e falhas alheias. Não podemos nos limitar a julgar ou aplicar a lei sem considerar o amor que restaura e transforma.


Que possamos oferecer nossos braços para levantar, nossas pernas para ajudar, nossas palavras para consolar e nossas orelhas para ouvir. Desejo a você, meu irmão, um dia repleto da graça de Deus e que o amor de Cristo seja a base de suas ações.


Que Deus abençoe grandiosamente a sua vida e a de sua família!

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