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A Fé e a História: Uma Reflexão Sobre a Credibilidade das Escrituras

O Desafio do Ceticismo


Acredito que pode haver algo controverso nos seus pensamentos, algo sobre o qual talvez você nunca tenha parado para refletir. Muitas pessoas questionam a veracidade da Bíblia, argumentando: "Como você pode saber? Como pode ter certeza de que Jesus curou este ou aquele? Como pode confiar que Salomão fez isso ou Davi aquilo?" Mas a minha pergunta se aplica da mesma maneira a essas pessoas: como podem ter certeza absoluta dos eventos históricos de seu próprio país ou das grandes personalidades da história? Afinal, elas também não estavam lá.

Grande parte do que conhecemos sobre a história é fruto de registros de testemunhas oculares, documentos preservados ao longo dos séculos e evidências arqueológicas. O mesmo princípio se aplica à Bíblia. É curioso como confiamos em relatos históricos sem hesitação, mas, quando se trata das Escrituras, há um ceticismo seletivo. Esse pensamento me ocorreu recentemente enquanto lia o livro Cinco Pontos, de John Piper. Muitas vezes, aceitamos fatos históricos sem validação profunda, mas hesitamos diante da Bíblia, mesmo ela sendo um dos textos antigos mais bem documentados da história.

A Luta Entre a Carne e o Espírito

A questão, então, não é a falta de provas, mas sim a nossa natureza humana resistindo à verdade. Como Paulo escreveu: "Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro" (Gálatas capítulo 5 versículo 17). Cristo venceu esse combate, e nós, como seguidores Dele, somos chamados a perseverar na fé.

A Evidência Histórica de Cristo

O filósofo e historiador Will Durant afirmou que existem mais evidências documentais sobre a existência e as obras de Jesus Cristo do que sobre Pitágoras ou Aristóteles. Da mesma forma, há mais registros históricos sobre Cristo do que sobre figuras como Dom João VI ou Napoleão Bonaparte. Manuscritos, relatos de testemunhas oculares e descobertas arqueológicas reforçam essa realidade. Então, por que muitos ainda duvidam? O problema não é a falta de evidências, mas uma predisposição cultural e filosófica que molda a maneira como interpretamos os fatos.

O Relativismo e a Modernidade

Francis Schaeffer, em A Morte da Razão, aponta como o pensamento moderno foi se afastando da fé, priorizando um naturalismo extremo e chegando ao relativismo. Hoje, mesmo diante de algo evidente, há aqueles que hesitam em aceitar sua realidade. Se alguém afirma que algo é amarelo, outro pode dizer que é dourado, amarelo solar ou qualquer outra variação, criando confusão onde deveria haver clareza. Esse relativismo se estende à fé: muitos não rejeitam a Bíblia por falta de provas, mas porque suas mentes foram moldadas por um mundo que incentiva a dúvida e a incredulidade.

O Convite à Reflexão e à Fé

A Bíblia, no entanto, não se sustenta apenas pela fé cega, mas por evidências sólidas. Se analisarmos registros históricos egípcios e babilônicos, encontraremos paralelos com narrativas bíblicas. O livro de Gênesis, por exemplo, apresenta a visão divina sobre a criação e o início da humanidade. Culturas antigas também registraram eventos semelhantes, mas a Bíblia nos oferece a perspectiva de Deus sobre esses acontecimentos.

Diante disso, convido você a refletir: sua dúvida é realmente fruto da ausência de evidências ou da resistência da sua própria natureza? Deus nos chama a buscá-Lo de todo o coração (Jeremias capítulo 29 versículo 13). Se há incerteza em sua mente, desafie-se a buscar mais conhecimento, a ler as Escrituras e a orar por discernimento.

Que Deus abençoe sua caminhada de fé. Um grande abraço!




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